Conheça os nossos trabalhos

Nossa missão é agir dentro de um modelo de alta velocidade e recursos adequados para abordagem dos recém-nascidos de alto risco para lesão cerebral.

Prover recursos em contínua evolução a partir de um processo permanente  de P&D, regidos pela presença de uma Central de Vigilância e Inteligência integradas a um Banco de Dados.

      – Concluindo: Proteger Cérebros para Salvar Futuros.

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Hipotermia terapêutica, um recurso que pode salvar a vida de um bebê

          Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS-Fiocruz) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ) estão desenvolvendo um capacete para salvar vidas de recém-nascidos que sofreram asfixia cerebral após o parto.

            Nestes últimos dois meses, essa notícia têm circulado fortemente nos jornais e revistas brasileiras, anunciando um capacete de hipotermia que poderia salvar a vida de um recém-nascido asfixiado.

            De acordo com o neurocientista e neurofisiologista, responsável pelo estudo, o capacete flexível pode manter o cérebro com déficit de oxigenação resfriado, minimizando o desenvolvimento e gravidade de lesões neurológicas.

            A previsão é que o dispositivo de hipotermia seletiva da cabeça esteja disponível em dois anos.

Mas afinal, o que é e para que serve a Hipotermia Terapêutica?

            Antes de falarmos de hipotermia terapêutica devemos primeiro entender o conceito de asfixia neonatal:

            A asfixia neonatal ou perinatal é um agravo ao feto ou ao recém-nascido (RN) que ocorre com maior frequência nos períodos pré e intraparto, caracterizado por privação de oxigênio (hipóxia) e distúrbio perfusional (isquemia), com repercussões sistêmicas múltiplas. Dentre os órgãos e/ou sistemas afetados pela asfixia, destaca-se o sistema nervoso central, cujo envolvimento configura a chamada Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica (EHI). A EHI é a manifestação clínica da asfixia perinatal mais estudada e descrita na literatura, cujos sintomas, embora inespecíficos, envolvem, com frequência, a presença de convulsões, geralmente prolongadas e resistentes ao uso de fármacos antiepilépticos.

            Em países desenvolvidos, a asfixia neonatal afeta 3-5:1.000 nascidos vivos, no Brasil              4-8:1000 nascidos vivos. Trata-se de um dos maiores problemas mundiais, provocando óbito em 10-60% das crianças afetadas, sendo que no mínimo 25% dos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas a longo prazo. Dentre os com encefalopatia severa, 60% morrem e a maioria, senão todos os sobreviventes, tornam-se portadores de deficiências.

            Embora a EHI seja uma importante causa de deficiência incapacitante e esteja associada à alta mortalidade no período neonatal, até recentemente, não era possível uma intervenção terapêutica verdadeiramente eficaz. No entanto, diversos estudos clínicos em crianças com asfixia perinatal associada a encefalopatia clínica moderada a severa demonstraram eficácia no tratamento de hipotermia corpórea.

            No tratamento descrito, a criança afetada deve ficar resfriada a uma temperatura retal de 33 a 34ºC por 72 horas, com intuito de reduzir seu metabolismo, principalmente cerebral, reduzir a cascata inflamatória e, assim evitar piora na lesão cerebral. Essa piora normalmente ocorre após 6 a 24 horas da lesão inicial instalada ao nascimento.

O que já se faz no país e no mundo

            Desde 2002, o mundo começou a virar sua atenção para essas crianças acometidas por asfixia ao nascer, e diversos estudos multicêntricos incluindo diferentes países foram realizados ao longo deste ano com o intuito de eficácia deste método. Todos os grandes estudos foram conclusivos e assertivos em relação ao uso da hipotermia corpórea em RN asfixiado ao nascer iniciada antes de 6 horas de vida. Foi evidenciada uma redução aproximada de 30% da mortalidade e também uma redução de  mais  de 30% em relação a chance de sequelas motoras e cognitivas permanentes com 18 meses de vida.

            Infelizmente, no Brasil, nossa realidade é dura e preocupante. Estimando-se que apenas 5% dos centros neonatais em nosso país são capazes de oferecer o tratamento de hipotermia terapêutica. Em São Paulo, polo tecnológico da federação, estima-se apenas 10 a 20% dos centros são capazes de realizá-la.

A PBSF

            Visando melhorar o cenário brasileiro a PBSF se posiciona ao oferecer aos centros associados aquilo que os principais centros de Neonatologia do mundo recomendam em terapêutica para asfixia neonatal. Trabalhamos na implantação da Hipotermia Neuroprotetora de corpo inteiro, disponibilizando metodologias e equipamentos, associando também o uso da monitorização cerebral contínua.Contando com a experiência de mais de cinco anos neste modelo de tratamento, nossa equipe é considerada atualmente uma das referências no Brasil na abordagem de crianças com Encefalopatia Hipóxico-Isquêmica.

Saiba mais em: www.pbsf.com.br

Autor: Dr. Alexandre Netto – Diretor de Novos Projetos – Plataforma PBSF

 

Crianças com necessidades especiais

O Problema

            O Brasil é um dos países do mundo com maior prevalência em crianças com necessidades especiais. Se considerarmos a totalidade de recém-nascidos, as estatísticas nos indicam que no Brasil são cerca de 40 por hora o número de crianças que nascem em condições de risco de lesão cerebral. No atual quadro de falta de Medicina Preventiva, estima-se que ao menos 5% dessas 40 crianças/ hora, ou seja 2 crianças/hora, apresentarão lesão cerebral importante com consequências graves e incapacitantes para o resto de suas vidas, tornando-se o que popularmente chamamos de crianças com necessidades especiais.

            Ainda pensando em crianças com necessidades especiais, ou seja, com doenças crônicas, dependentes de seus responsáveis, seja dependência motora, intelectual ou ambas, temos estudos demonstrando que quase 80% dos pais destas crianças, em algum momento da vida, se divorciarão.

            O problema, portanto, não só é médico, ou de saúde pública, ter uma criança especial, com dependências para a vida toda mas, também, é um problema social e familiar, que atinge todos aqueles que estão ao redor deste indivíduo.

O Drama

            Pensando neste contexto acima mencionado, tomo a liberdade de reproduzir um trecho na íintegradaMonografia apresentada como requisito para conclusão do curso de Psicologia do UniCEUB – Centro Universitário de Brasília, de autoria da formanda na época, Franciele de Souza Trindade, chamada  DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS PAIS DE CRIANÇAS ESPECIAIS, para podermos refletir sobre o assunto:

            “As fases iniciais na formação da família caracterizam-se pela união do novo casal e, em especial, pelo nascimento do primeiro filho, quando emocionalmente o casal se constitui como família. Essa é uma fase crítica, considerando que a configuração diádica sofre grandes e profundas adaptações no processo de transformação para uma configuração triádica. A crise que se estabelece nesse momento de transição pode ser uma oportunidade de crescimento, como também pode ser vivida como uma situação traumática (Berthoud, 1996).

            Com a chegada de um filho, muitas expectativas são criadas em torno dele no que se refere ao seu futuro e se ele vai corresponder às idealizações que lhe são colocadas desde o momento da concepção. O nascimento de um bebê traz consigo toda uma transformação nos hábitos da família e os estudos mostram que, desde o momento em que a mulher tem ciência de que está grávida, toda uma alteração ambiental se faz presente (Dessen, 1992; Moss, 1965; citados em Brito e Dessen, 1999, Robson, 1967). Durante os primeiros anos de vida da criança, as mudanças no seu desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social podem ter um impacto especial sobre as interações familiares e exigem adaptações constantes por parte dos genitores (Kreppner, 1989, ibid.).

            Logo, nas famílias em que o processo de desenvolvimento, tanto da criança quanto do grupo familiar, é considerado normal, podem surgir períodos marcados por dificuldades e desequilíbrios de seus membros que têm, em geral, sido tratados como crises normais (Dessen, 1994). Pouco se conhece a respeito desses períodos quando ocorrem problemas no desenvolvimento da criança. Em se tratando de deficiência mental, Omote (1980, citado em Brito e Dessen, 1999) considera que “o fato de alguém da família ser identificado pelos critérios da comunidade médica ou educacional como um deficiente mental pode constituir-se em uma experiência dilacerante que altera profundamente as relações internas e objetivas da família, como também os papéis familiares e sociais de cada membro, por um longo período de tempo, aparentemente interminável”(p.14).

            Os conceitos que geralmente permeiam o imaginário de uma determinada comunidade ou grupo são os da dicotomia: perfeição/imperfeição, deficiência/eficiência, desvio/norma padrão. O conceito da deficiência construído historicamente tem sido: a diferença pautada na comparação do ideal estético, do previsível, do conhecido. A diferença ou a falta de semelhança ameaçam a ordem estabelecida, e põem em risco as crenças, os valores e os conceitos subjetivados e objetivados no outro.

            Esse confronto com o desconhecido, com a diferença na maneira de ser, pensar, viver, agir e produzir, pode provocar no cotidiano das pessoas com deficiências, diferentes reações de suas famílias, do contexto escolar e comunitário. Essas posturas ou atitudes vão desde o fenômeno de paralisação, alienação, negação, resistência, ruptura até a acolhida e busca de alternativas para a convivência com a diferença.

            E quem são essas pessoas consideradas deficientes? São pessoas como nós, nascidas do mesmo impulso criador, integrais em sua condição de seres humanos, mas limitadas em seu desempenho. São os cegos, surdos, mudos, paraplégicos, deficientes mentais, autistas, Down, paralisados cerebrais, etc. E, por possuírem uma constituição biológica distinta da comum são, geralmente, estigmatizados e segregados por uma sociedade não acostumada com as diferenças e que lhe nega o respeito à sua dignidade de pessoa humana e aos seus direitos de cidadão.”

A atualidade:

            Sabemos que muitas destas situações, chamadas de especiais, são inevitáveis, algumas geneticamente programadas e algumas induzidas pelo meio, como lesões cerebrais por acidentes. Porém, há um grande número de crianças que evoluem para a condição de crianças especiais que poderiam ter sido evitadas através de cuidados específicos para prevenção de lesão neurológica, envolvendo estratégias de neuroproteção, como a hipotermia terapêutica em recém-nascidos asfixiados, avaliação neurológica precisa e monitorização cerebral contínua através da aplicação de metodologias como o EEG de amplitude integrada (aEEG), polissonografia e de monitorização hemodinâmica tecidual através da metodologia NearInfraredSpectroscopy (NIRS).

            Essas metodologias já estão acessíveis no Brasil, e inclusive algumas maternidades de excelência já contam com a aplicação de metodologias de neuroproteção e neuromonitorização cerebral, sendo a PBSF uma entidade que atua na implantação, treinamento e execução de tais metodologias.

            A verdade é que realidade e o desfecho de uma criança que ao nascimento apresenta alto risco para lesão cerebral pode ser alterada! Muitas crianças e, por consequência suas famílias, podem ser ajudadas e ter até mesmo suas histórias de vida mudadas através da implantação de metodologias comprovadamente eficazes e aplicadas em ampla escala em países desenvolvidos. Afinal de contas, todos merecem ter uma chance de alcançar seu potencial pleno de desenvolvimento em vida, e estas crianças definitivamente não são diferentes!

Autor: Dr. Alexandre Netto – Diretor de Novos Projetos – Plataforma PBSF

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A prematuridade em evidência

Apareceu no Fantástico

            Neste último domingo, dia 16 de Outubro, a edição semanal do Fantástico iniciou o programa com uma matéria chamada Dia de Festa, que contou de forma emocionante a história de vinte e oito bebês que nasceram antes da hora e comemoram o 1º aniversário juntos. A reportagem pode ser vista em  http://glo.bo/2dZc8Tc.

            A reportagem, realizada de forma bastante emocionante e verdadeira, conta a história vencedora de vinte e oito bebês nascidos prematuros, todos nascidos entre junho e setembro do ano passado e estão agora, em uma única festa, comemorando seu primeiro aniversário.

            Cada vez mais, percebemos que a prevalência de prematuros vem aumentando, principalmente no Brasil, que é o décimo país do mundo em nascimentos de prematuros. Essa constatação fica mais evidente quando a mídia começa a expor tais acontecimentos no horário mais nobre da sua grade, na abertura de um de seus programas mais tradicionais, o Fantástico.

            A prevalência da prematuridade fica explícita também, quando percebemos que na mesma região, no caso Goiás, é possível juntar em tão curto espaço de tempo (4 meses), 28 mães de prematuros que foram capazes de se organizar na realização de uma única festa para seus filhos prematuros.

Repercussão

            Após a divulgação da matéria na televisão, percebemos a repercussão nas redes sociais sobre o tema. Se entrarmos na página oficial do fantástico no facebook, veremos esses depoimentos:

            – “Só mãe de prematuro sabe da dor e a delícia de ter um bebê bem antes do esperado.”

            -“Parabéns pela matéria… Prematuridade é um assunto pouco abordado e infelizmente muito comum.”

            -“Meu milagre nasceu de 30 semanas passei por um dos momentos mais angustiantes da minha vida.”

            -“Gostei de ver sobre os prematuros. Minha bebê nasceu de 30 +3 semanas e 840gr e sempre me emociono sobre este assunto.”

            -“Ahh me emocionei.. sou mãe de utin, meu milagre nasceu com 29 semanas e hoje está com 8 meses…”

            Somente quem convive diariamente com a dor e a luta desses pequenos guerreiros, e somente quem já passou por uma UTI neonatal sabe a angústia e o sofrimento de ver seu filho, neto, afilhado ou ente querido, tão pequeno e imaturo, lutando para sobreviver. Mais que isso, sobreviver sem sequelas ou déficits para toda a vida.

 Sobrevida:

            A mortalidade destes pequenos prematuros, graças aos grandes avanços da medicina vem caindo bruscamente no mundo, chegando em grandes centros mundiais com taxas menores de 1%. No Brasil, possuímos sim centros de excelência capazes de ter números semelhantes aos das principais maternidades ao redor do mundo.

            Portanto, a mortalidade de um prematuro já não é o fator mais preponderante em uma grande maternidade, e assim como na matéria citada neste texto e apresentada pelo Fantástico, o que tem maior importância consiste na morbidade e na qualidade de vida dos prematuros sobreviventes.

            Exposto este fato, um dos fatores de maior impacto nesta matéria é que, de modo geral, todos os 28 prematuros em questão, estão se desenvolvendo adequadamente ou, pelo menos, sem déficits motores ou cognitivos importantes.

            Sabe-se que as primeiras 96 horas de vida de um prematuro, principalmente no caso de um prematuro extremo (aquele nascido com 28 semanas de gestação ou menos), são de fundamental importância e de grande risco para lesão cerebral. São mecanismos que atuam para a ocorrência de injúria cerebral; as alterações de perfusão cerebrais, hemorragia intracraniana, além de crises convulsivas que podem ser responsáveis por gerar sequelas permanentes para o nosso pequeno paciente.

Devido ao risco aumentado de lesões permanentes para vida, principalmente nos prematuros extremos, as principais maternidades do mundo estão realizando cuidados específicos para prevenção de lesão neurológica, envolvendo estratégias de neuroproteção, avaliação neurológica precisa e monitorização cerebral contínua através da aplicação de metodologias como o EEG de amplitude integrada (aEEG), polissonografia e de monitorização hemodinâmica tecidual através da metodologia NearInfraredSpectroscopy (NIRS).

            No Brasil, maternidades de excelência já contam com a aplicação de metodologias de neuroproteção e neuromonitorização cerebral, sendo a PBSF uma entidade que atua na implantação, treinamento e execução de tais metodologias.

            Entre em contato para saber mais.

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 Autor: Dr. Alexandre Netto – Diretor de Novos Projetos – Plataforma PBSF

 

A Realidade das maternidades no Brasil.

Hospitais da rede suplementar e filantrópicos conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), estão fechando as portas de suas maternidades, revelando queda acentuada na oferta de leitos nesta área e grave crise no sistema de custeio em obstetrícia em todo o País.

            Dados do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil (CNES), do Ministério da Saúde (MS), indicam que, entre o período de 2011 e 2014, houve uma redução no número de leitos obstétricos no Brasil. De um total de 58.554, o sistema de Saúde passou a dispor de 56.402 leitos voltados ao atendimento à gestante, uma baixa de 3,7%, que representam 2.152 unidades.

            Tomando por base um estudo multicêntrico brasileiro de 2014, denominado Estrutura das maternidades: aspectos relevantes para a qualidade da atenção ao parto e nascimento, observamos que no Norte/Nordeste pouco mais da metade do total dos hospitais eram públicos, no Centro-Oeste este percentual foi de 43% e no Sul/Sudeste equivaleu a 23,5%.

Qual a explicação deste fenômeno?

             A principal explicação para esse fato, à primeira vista, é de ordem financeira. Hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS) estão encerrando as atividades das suas maternidades em função da baixa remuneração paga pelo SUS, o que os levaria a acumular grandes prejuízos pelo descompasso entre receita e despesa.

            Representantes do setor tentam dar outras explicações ao fenômeno, apontando para novas tendências de mercado, em função do perfil da população brasileira. Nos últimos anos, o Brasil vem apresentando um novo padrão demográfico, que se caracteriza pela redução da taxa de natalidade e por transformações significativas na composição de sua estrutura etária, como o aumento do contingente de idosos. Em função disso, os hospitais gerais vêm aprimorando seus serviços, de acordo com o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes, focados na promoção e prevenção da saúde e ampliando as especialidades médicas oferecidas.

            Apesar da questão ética envolvida, o fechamento das maternidades é uma tendência de mercado. E é certo que os recursos a elas destinados anteriormente serão paulatinamente trans­feridos para outras áreas consideradas muito mais rentáveis e sustentáveis, como oncologia, cardiologia e ortopedia.

            Mas, na verdade, a tendência que se observa é uma alta demanda por maternidades especializadas e de alta complexidade, que possuem equipes médicas preparadas e infraestrutura adequada, com leitos preparados para atender aos casos mais complexos. Esse é um caminho natural do mercado, tendo em vista que as mulheres estão engravidando cada vez mais tarde, o que aumenta o número de partos de alto risco. A tudo isso soma-se a redução da natalidade.

A Solução

            A Solução proposta para a condição acima citada reside na maior diferenciação e melhoria da UTI Neonatal dos Hospitais. Como dito acima, Unidades mais bem preparadas, equipadas, com infraestrutura adequada, dotadas de materiais e metodologias suficientes para manutenção da vida com qualidade serão muito mais atrativas para as mães e obstetras.

            A esse conceito de maternidade, altamente especializada e equipada, capaz de atender / drenar pacientes de uma determinada região denominamos UTI Coletora, ou seja, uma UTI que ao se capacitar e diferenciar, conta com alta capacidade resolutiva e será então considerada a UTI de referência para toda uma região.

Neste contexto, temos então uma operação que prevalece a estratégia competitiva de diferenciação onde os recursos disponíveis da UTI trabalham em elevado nível de saturação. Isto gera um excelente aproveitamento do investimento em equipamentos, equipes de excelente nível por conta da demanda e complexidade, transformando as UTI’s em questão em centros de excelência, de referência e de geração de ciência.

A Solução PBSF

            Já está em operação, na cidade de São Paulo, a Plataforma PBSF– Protecting Brains & Saving Futures, com metodologias, equipamentos e protocolos para a prevenção de danos neurológicos em crianças que nascem em condições de risco, como os prematuros extremos e os asfixiados graves. Desta forma, a PBSF constitui ferramenta fundamental de apoio para a viabilização e implantação de metodologias consagradas no atendimento de recém-nascidos de alto risco.

            A partir de uma Central de Vigilância e Inteligência (CVI) por acesso remoto e 24h por dia, a Plataforma PBSF é capaz de controlar e intermediar a regulação de vagas de UTI Coletoras, além de desencadear e promover o início do transporte de Recém-Nascidos de risco com os recursos adequados, mantendo a assistência necessária ao paciente durante transporte.

            Relembramos que metodologias já consagradas no mundo, fundamentais para a montagem e diferenciação necessária a uma UTI Coletora de alto desempenho, como a hipotermia terapêutica, o NIRS e o aEEG/EEG, já estão presentes no Brasil e podem ser implantadas no diversos centros através da Plataforma PBSF.

Saiba como em www.pbsf.com.br

Autor: Dr. Alexandre Netto – Diretor de Novos Projetos – Plataforma PBSF

Referência Bibliográfica

 

Telemedicina e Ensino Médico a Distância – Situação Atual Telemedicina, o que é?

Telemedicina/Telessaúde compreende um modelo de oferta de serviços ligados aos cuidados de saúde em casos em que a distância é um fator crítico. Neste modelo, ao possibilitar uma cobertura mais ampla, é possível estender os cuidados em assistência a pontos remotos.

Tais serviços são geralmente fornecidos por profissionais da área da saúde, através do uso de tecnologia da informação e comunicação, possibilitando o intercâmbio de informações válidas para promoção de saúde, proteção e segurança diagnóstica. Desta forma promove-se a redução do risco da doença aos pacientes tratados.

A telemedicina é solução fundamental para que pessoas que moram em áreas remotas tenham acesso a cuidados de especialistas que atuam em instituições de referência, antes disponíveis apenas em grandes centros urbanos.

Com esta ferramenta ainda é possível fornecer educação continuada e treinamento a profissionais da área, assim como, facilitar pesquisas clínicas, avaliações globais e gestão da saúde.

Por exemplo, com o avanço da tecnologia da comunicação, através de um “clic” é cada vez mais comum o intercâmbio de conhecimento e discussão de casos clínicos em tempo real, até mesmo entre centros internacionais, na busca da melhor opção terapêutica. Estes avanços ocorrem visando a melhora do bem estar e da saúde das pessoas e de suas comunidades.

Dessa forma, a telemedicina se apresenta como uma forma de transpor barreiras culturais, socioeconômicas e, principalmente, geográficas, para que todos os serviços e informações em saúde atinjam todas as populações e ofereçam recursos contínuos para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças.

Opinião dos Conselhos

O Conselho Federal de Medicina desde Agosto de 2002, regulamenta a telemedicina da seguinte forma:

“Telemedicina é o  exercício da medicina mediante a utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde”. Face a interpretação de que se trata de ato médico, os serviços prestados através da telemedicina deverão oferecer infraestrutura tecnológica apropriada e obedecer as normas técnicas do CFM, no que se refere à guarda, manuseio, transmissão de dados, confidencialidade, privacidade e garantia do sigilo profissional. De acordo com a legislação, em caso de emergência ou quando for solicitado pelo médico responsável, o profissional que emitir o laudo à distância poderá oferecer o devido suporte diagnóstico e terapêutico. O artigo 4.º ressalta, contudo, que a responsabilidade profissional é do médico assistente do paciente; os demais envolvidos responderão solidariamente na proporção em que contribuírem por eventual dano ao paciente.

Ainda conforme o conselho, a preocupação maior do CFM em disciplinar o emprego da telemedicina é para que o serviço “propicie a melhoria da assistência, da educação e da pesquisa em saúde”. Ao destacar a evolução permanente de técnicas de informação e comunicação, que facilitam o intercâmbio entre médicos e estes com pacientes. “A telemedicina deve contribuir para favorecer a relação médico-paciente, com o que o profissional tem completa independência para utilizar o recurso ou recusá-lo. Há de se esclarecer que a informação sobre o paciente identificado só pode ser transmitida a outro profissional mediante o consentimento livre e esclarecido do mesmo e sob rígidas normas de segurança, capazes de garantir a confidencialidade e integridade dos dados”.

Como está a telemedicina no Brasil?

Uma npesquisa no banco de dados Medline demonstrou que 0,05% de todas as publicações no site entre janeiro de 1964 e junho de 2003 estavam relacionadas à telemedicina, mas infelizmente 97% dessas publicações ainda tinham origem de Israel (país onde nasceu a telemedicina), Estados Unidos, Canadá e países da Europa.

Com a consolidação do conceito é evidenciado que a aplicação da telemedicina no Brasil vai se disseminando de forma importante, demonstrando um crescimento incrível nos últimos anos, com um esforço ativo para a promoção, disseminação e o desenvolvimento de mais programas de assistência e cooperação remota na área da saúde.

Já é possível, por exemplo, contar com empresas que fornecem equipamentos para a realização de diversos exames – eletrocardiograma, espirometria, holter, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), eletroencefalograma, acuidade visual, radiológicos – e, por meio da telemedicina e de uma equipe de médicos renomados, geram laudos para todo o país a qualquer hora do dia e da semana.

O que fazemos?

Já em operação em São Paulo e no Rio de janeiro a Plataforma PBSF– Protecting Brains & Saving Futures, com metodologias, equipamentos e protocolos para a prevenção de danos neurológicos em crianças que nascem em condições de risco, como prematuros extremos e asfixiados graves, constituindo-se como ferramenta fundamental de apoio para a viabilização da aplicação de consagradas metodologias.

A partir de uma Central de Vigilância e Inteligência (CVI), que atua através de acesso remoto, ou seja, através de conceito de Telemedicina, a Plataforma PBSF é capaz de vigiar, controlar, diagnosticar e intermediar insultos em recém-nascidos de risco para lesão cerebral grave.

Saiba como em www.pbsf.com.br

Autor: Dr. Alexandre Netto – Diretor de Novos Projetos – Plataforma PBSF

 

A realidade atual na comunidade médica

Neste último fim de semana estivemos eu, Alexandre Netto, Dr. Maurício Magalhães, chefe do Serviço de Neonatologia da Santa Casa e o Dr. Gabriel Variane, diretor científico da PBSF, no 23º Congresso Brasileiro de Neonatologia realizado em Gramado. Foi um fim de semana muito intenso, com grandes momentos, onde pudemos dividir conhecimento com colegas, amigos e professores.

Diversos temas foram abordados durante o evento, todos dentro da disciplina da Neonatologia, com destaque especial ao cérebro do Recém-Nascido. Temas como convulsão, dissociação elétrico-clínica, hipotermia neuroprotetora e proteção neurológica foram exaustivamente mencionados, discutidos e expostos, na busca de novos patamares de conhecimento.

Ficou claro que há na comunidade médica, dentro do grupo da neonatologia no Brasil e no exterior (evidenciada na fala dos diversos palestrantes internacionais) uma preocupação enorme com a qualidade de vida e o futuro das crianças, envolvendo temas relacionados a proteção cerebral e diminuição de sequelas permanentes no futuro.

Essa preocupação foi notada pelos conteúdos das palestras, pelas discussões após a exposição das aulas, pelas perguntas daqueles que participavam do evento e inclusive pelos comentários nos corredores deste. Isto representa uma movimentação da comunidade científica e da sociedade perante tão importante assunto.

A realidade atual da PBSF

Algo que chamou muita atenção durante o Congresso, foi o reconhecimento público da importante experiência de médicos pertencentes ao nosso grupo, através de seus trabalhos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e no Hospital e Maternidade Santa Joana em relação ao uso das metodologias de diagnóstico precoce e neuroproteção envolvendo o uso do eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) relacionado ou não ao uso da hipotermia terapêutica. Nas discussões sobre hipotermia e no colóquio sobre convulsão neonatal, o nome de nossos profissionais foi citado e referenciado como estando entre os mais experientes neonatologistas do assunto no Brasil.

O Congresso foi ainda uma ótima oportunidade para a apresentação de resultados da aplicação das metodologias propostas pela PBSF como o uso conjunto do aEEG e da hipotermia terapêutica no Brasil. Sua aplicação foi exposta em apresentações orais e por diversos pôsters comentados de trabalhos realizados em hospitais escola como a Santa Casa de São Paulo e também pela Universidade Federal de São Paulo, além de ser alvo de estudos nos Hospitais do Grupo Santa Joana em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Estes estudos foram comentados, discutidos e apresentados para médicos como a Dra. Krisa Van Meurs, coordenadora da UTI Neonatal Neurológica da Universidade de Stanford, para médicos coordenadores de grandes hospitais, para residentes e futuros neonatologistas.

Novas relações médicas

Além da Santa Casa de São Paulo, e dos Hospitais do Grupo Santa Joana, que já vivem a experiência das metodologias neuroprotetoras com o auxílio da Comunidade PBSF, tivemos o prazer de reforçar nossas relações com médicos de grandes Centros de Referência como a Unicamp, a Unesp de Botucatu, o IMEP em Pernambuco, a Universidade Federal de Brasília, Fundação ABC, Santa Casa de Santos, e o Hospital Vila Nova Cachoeirinha em São Paulo.

Pudemos também demonstrar nossas metodologias, experiência e casuística para médicos de Hospitais Privados em Alagoas, Paraná, Campinas, Macaé, São Paulo e Volta Redonda.

Tivemos ainda a grata surpresa de encontrarmos Dra. Patrícia Martins, que estuda em sua tese de mestrado o uso do NIRS em recém-nascidos, método de monitorização este que já está no escopo das metodologias aplicadas pela PBSF.

Relações Internacionais

O 23o Congresso Brasileiro de Perinatologia também foi uma grande oportunidade para nos aproximarmos e estreitarmos ainda mais a relação com colegas como a Dra. Krisa Van Meurs, médica Coordenadora da UTI Neonatal Neurológica da Universidade de Stanford, na Califórnia. Médica esta que apoia, incentiva e nos auxilia na Comunidade PBSF, através da troca de experiências e discussão de casos.

Fomos também apresentados ao Dr. Nicolas Embleton da Universidade de Newcastle, Reino Unido, que prontamente aprovou e elogiou a Comunidade PBSF e a difusão de suas metodologias para proteção cerebral de Recém-Nascidos, além de incentivar de forma entusiasmada a estruturação do projeto “Central de Vigilância e Inteligência – CVI” citando seus fundamentos como uma possível quebra de paradigma.

Conclusão

O Congresso Brasileiro foi uma ótima oportunidade para compartilharmos nossos conhecimentos e realizar troca de experiências, e mais que isso, serviu para recebermos a confirmação da Comunidade Médica Neonatal do Brasil de que as metodologias propostas pela Comunidade PBSF trazem muitos benefícios aos recém-nascidos, e que nosso trabalho em difundi-las deve continuar em direção aos grandes Centros Neonatais do país.

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Autor: Dr. Alexandre Netto – Diretor de Novos Projetos – Plataforma PBSF